No final de 2007, as autoridades dos Estados Unidos continuavam a deter 270 pessoas na base de Guantánamo, em Cuba. Meses antes, em junho,, o Presidente Bush reautorizou um programa de detenções e de interrogatórios secretos da Agência Central de Inteligência (CIA).
Na chamada "guerra ao terror", os países estão recorrendo a práticas há muito proibidas pelo direito internacional, e vêm tentando justificá-las em nome da segurança nacional.
Desde setembro de 2001, os Estados Unidos e a Europa têm questionado abertamente até que ponto as considerações de direitos humanos precedem as preocupações de proteger suas populações contra ataques.
O resultado disso são tentativas de justificar a tortura e outras formas de maus-tratos e de minar o devido processo legal, detendo indefinidamente milhares de suspeitos, sem acusação nem julgamento.
No fim de 2007, havia mais de 600 pessoas detidas sem acusação, sem julgamento e sem revisão judicial de suas detenções na base aérea dos EUA em Bagram, no Afeganistão, e outras 25.000 detidas pela Força Multinacional no Iraque.
Teme-se que outras centenas tenham sido transferidas e detidas ilegalmente, geralmente em segredo, para países em que correm o risco de enfrentar mais violações de direitos humanos.
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