Em todo o mundo, milhões de pessoas não têm acesso aos recursos econômicos, à segurança e à autonomia necessários para viver com dignidade. A universalidade da dignidade humana só será realidade se os direitos humanos forem respeitados. O Informe 2008 da Anistia Internacional releva um mundo em que as violações de direitos humanos continuam a provocar e a aprofundar a pobreza.
Mas pobreza não é só falta de renda. É o produto das decisões tomadas por governos, corporações e por outros que detêm o poder. A pobreza força 1 bilhão de pessoas a ter de habitar em condições de miséria insuportável, sem água potável, sem saneamento, sem assistência médica, sem segurança e sem educação. Nega-se às mulheres a igualdade de direitos sobre sua casa e sobre sua terra, enquanto que o direito às terras dos povos indígenas são ignorados em favor de interesses comerciais.
As pessoas que vivem em situação de pobreza geralmente são esquecidas ou são impedidas de dispor das condições para que suas vozes sejam ouvidas. Para essas pessoas, é ainda mais difícil cobrar responsabilidade daqueles que lesam os seus direitos. Apesar disso, nos últimos anos, um ativismo sem precedentes vem crescendo em todo o mundo, em apoio a uma responsabilidade global sobre questões de justiça e sobre a erradicação da pobreza.




