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Pessoas em Perigo

No dia 14 de agosto de 2007, no Iraque, mais de 400 pessoas foram mortas e pelo menos 300 ficaram feridas em quatro atentados suicidas que explodiram tanques de combustível em vilarejos habitados principalmente por membros da seita minoritária yazidi. Entre as vítimas estavam muitas crianças.

Nos conflitos recentes, 70% das mortes são de não-combatentes: a maioria mulheres e crianças. Em conflitos por todo o mundo, civis são atacados, rotineiramente, tanto por forças do governo quanto por grupos armados, e ambos, muitas vezes, cometem violações de direitos humanos em massa contra eles. Os responsáveis raramente são levados à Justiça.

Esses conflitos, em sua maior parte, são internos; geralmente provocados por questões de identidade, de etnia, de religião e de competição por riquezas.

No ano passado, pelo menos uma dúzia de países africanos foi afetada por conflitos armados. Enquanto isso, a violência prossegue na maior parte do Oriente Médio. Em todas essas regiões, os civis são alvo de abusos de direitos humanos.

A perda de suas casas e de seus meios de subsistência durante os conflitos armados intensifica a desintegração social. Além disso, obriga muitos dos que estão deslocados a tornarem-se refugiados. Na maioria das vezes, as mulheres, as crianças e os idosos são os mais atingidos.

A proliferação das armas de pequeno porte estimula os conflitos e os abusos. As crianças soldados, principalmente, são quem enfrenta os maiores perigos, e são também quem têm de lutar para se reintegrar à sociedade nos tempos de paz. Enquanto não houver acordo acerca de um Tratado sobre o Controle de Armas juridicamente vinculante, ainda há muito a ser feito.

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