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Chega de Violência contra a Mulher

O Informe 2008 da Anistia Internacional mostra como lideranças equivocadas traíram a promessa da Declaração para, no mínimo, metade da população do planeta: as mulheres. O relatório documenta, por exemplo, ao menos 23 países onde há leis que, especificamente, discriminam as mulheres. Aponta, além destes, inúmeros outros países em que essa discriminação está impregnada no dia a dia.

O Informe destaca, ainda, a questão da violência doméstica. Apenas um exemplo: No Egito, no primeiro semestre de 2007, quase 250 mulheres foram mortas por maridos ou por familiares violentos; em média, 2 mulheres eram estupradas a cada hora.

A experiência ou a ameaça de violência afetam a vida das mulheres de todos os lugares, em todas as regiões do globo: na África, nas Américas, na Ásia-Pacífico, na Europa e na Ásia Central, no Oriente Médio e no Norte da África.

Mulheres e meninas sofrem com a violência de maneira desproporcional - tanto em tempos de conflito quanto em tempos de paz, nas mãos do Estado, da comunidade e da família. Elas são espancadas, estupradas, mutiladas e assassinadas com impunidade. Essa violência é o resultado direto de uma discriminação de gênero endêmica perpetuada por instituições sociais e políticas.

As mulheres têm menos acesso à educação, à formação e a emprego, o que perpetua um ciclo de pobreza e de marginalização. Para as mulheres que vivem em situação de pobreza, é extremamente difícil escapar de situações abusivas, obter proteção ou ter acesso ao sistema de justiça criminal.

Os Estados-nação têm a obrigação de impedir a violência contra a mulher. Apesar disso, muitas vezes, o assunto é tratado com silêncio e apatia. Esse fracasso em criar ambientes não discriminadores tem conseqüências insustentáveis que perduram por toda uma vida.

A violência praticada contra as mulheres deixa as sociedades mais pobres econômica, política e culturalmente, limitando o papel crucial que as mulheres devem desempenhar no desenvolvimento de suas comunidades.

Participe da campanha Chega de Violência contra a Mulher.